Atenção para a baixa na produção de coco verde no estado de Sergipe - Blog do Noventa
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Atenção para a baixa na produção de coco verde no estado de Sergipe

Venho alertar para o problema dos produtores de coco verde no estado de Sergipe.
Sergipe é o segundo maior produtor de coco no Brasil. O estado produz cerca de duzentos e sessenta milhões de frutos por ano, ficando atrás apenas da Bahia.
Quase todo o coco verde fabricado em Sergipe vem da região do platô de Neópolis, no norte do estado. Essa região faz parte de um projeto de desenvolvimento diversificado de cultura de frutas, projeto esse que já completou mais de vinte anos. Constitui uma extensão de terra irrigada por um sistema de bombeamento e distribuição de água por meio de canais. É um exemplo nacional de sucesso na produção agrícola, distribuição de renda e absorção de mão-de-obra. O destaque, entre as frutas produzidas, é o cultivo de coco.
Pois bem, Senhoras e Senhores, o produtor sergipano atravessa uma crise sem precedentes na história estadual. A unidade de coco, que no ano passado valia setenta centavos, está sendo vendida a cinquenta centavos. Repito, apenas cinquenta centavos a unidade. Em algumas fazendas, o valor baixou para quarenta centavos.
A explicação para essa baixa no preço foi a queda na demanda pelo fruto. O produtor de coco escoa o fruto de duas formas: vendendo para a população do próprio estado e exportando para São Paulo. Este ano, em razão das chuvas no Nordeste e do inverno mais rigoroso nas regiões Sul e Sudeste do país, as compras diminuíram.
O resultado foi desastroso nas fazendas produtoras. Sem venda, os frutos se acumulam nos cachos. Passam a ser colhidos tardiamente. Frutos colhidos muito tarde passam da época de venda e são considerados como de baixa qualidade. Ainda podem ser vendidos, mas por preços mais baixos.
Os transportadores também foram abalados pela crise. As viagens das fazendas de Sergipe para São Paulo, por exemplo, caíram de três para duas viagens por mês. Nem mesmo os transportadores para Aracaju escaparam. De seis viagens por semana, eles passaram a realizar somente quatro. Houve um declínio súbito na renda do transportador.
Todos esses problemas podiam ser evitados, Senhoras e Senhores. Ora, a qualidade do coco de Sergipe é inigualável. Na região de Neópolis, plantam-se os melhores cocos do mundo. O efeito da água de coco na saúde já está comprovado. Entre outros benefícios, ela ajuda a controlar a pressão arterial, combate o colesterol, e até diminui o risco de câncer. O consumo pela população deve ser incentivado. A água de coco pode ser distribuída nas escolas, para que as crianças saibam dos benefícios do consumo. Campanhas de marketing também são bem-vindas.
Até o ano passado, o mercado brasileiro de coco mostrava claros sinais de expansão, tomando inclusive o lugar do refrigerante. É uma bebida mais saudável e menos calórica. O crescimento da produção foi impulsionado pelo consumo doméstico. O brasileiro já adotou a água de coco como uma de suas bebidas preferidas. Basta apenas explorar melhor o mercado. Trazer à tona a informação de que a água de coco não é uma bebida de verão, é uma bebida para o ano inteiro.
Necessário se faz adotar políticas públicas urgentes, como as de incentivo ao consumo, ou outros incentivos que estejam ao alcance do governo, para fortalecer o agronegócio do coco. Os produtores não têm condições de suportar por muito tempo as más condições a que estão sendo submetidos pela atual conjuntura.
Mantenho a esperança de que os investimentos do agronegócio no estado de Sergipe não sejam em vão.
Valdevan Noventa
Deputado Federal (PSC-SE)
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