A Segurança Pública de Sergipe precisa de providências - Blog do Noventa
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A Segurança Pública de Sergipe precisa de providências

A violência é uma chaga dolorosa que atormenta a vida do nosso povo. A sociedade brasileira — e aqui incluo as autoridades dos três poderes — precisa trilhar um caminho que enfrente sem medo e vença o problema.
Se é verdade que a violência é um fenômeno nacional, que atinge todas as regiões brasileiras, também é verdade que ela não se verifica na mesma medida em todos os lugares. Os dados reunidos, trabalhados e examinados no Atlas da Violência nos Municípios Brasileiros 2019, demonstram este fato de maneira categórica.
Corroborando a conhecida associação entre desenvolvimento humano e segurança pública, o Atlas mostra que os municípios com maior prevalência de violência letal situam-se sobretudo no Norte e Nordeste, as regiões mais carentes do país.
Considerando-se somente os municípios com mais de 100 mil habitantes, no grupo dos 20 mais violentos do país, 18 municípios situavam-se nestas duas regiões brasileiras, um deles no meu estado de Sergipe: o município de Nossa Senhora do Socorro, o segundo mais populoso do estado.
Embora boas ações estejam em curso, como falaremos a seguir, sabemos que há muito que avançar na área de segurança pública no estado. Nas minhas andanças por Sergipe, a falta de segurança é sempre uma das maiores queixas do sergipano.
Esta percepção popular é retratada nos indicadores. De acordo com o Atlas, em 2017, Sergipe era o 4º estado do Nordeste com maior índice de homicídios.
Os municípios sergipanos com maior índice de homicídios foram Ribeirópolis, no Sertão, com taxa de 171 mortes por 100 mil habitantes, a maior do estado. Em seguida vêm Barra dos Coqueiros, no Leste, com 154; Santa Rosa de Lima, com 127; e Itabaiana, a capital nacional do caminhão, no Agreste, com 103.
É possível, nobres colegas, descer em detalhes e esquadrinhar o crime no território nacional e no interior dos municípios. Os pesquisadores do Ipea identificaram que 50% dos homicídios no Brasil concentram-se em 2,1% dos municípios. Ainda: entre os municípios mais violentos, a metade dos crimes é praticada em 10% dos bairros.
Deste modo, creio estar absolutamente confirmado o valor das informações criminais. Em verdade, considero inestimável o emprego, a interpretação e o exame cuidadoso das estatísticas de violência para o adequado desenho de políticas públicas na área.
Cumpre, neste passo, comentar o auspicioso começo de ano na área de segurança pública. Em primeiro lugar, o Ministério da Justiça tem atuado com energia contra as organizações criminosas, que são o grande veículo da violência no Brasil.
A Polícia Federal vem agindo em várias frentes, especialmente para destruir a cadeia de comando, através do isolamento das lideranças, e para a asfixia financeira dessas organizações, através da identificação do rastro do dinheiro e sua destruição.
É com grande alívio que recebemos a notícia de que o número de homicídios registrados no Brasil despencou mais de 20% nos primeiros quatro meses deste ano quando comparados com o mesmo período de 2018. Melhor ainda: todos os nove índices de criminalidade tiveram melhoria.
Felizmente, Sergipe não somente acompanha a redução dos indicadores de violência, mas lidera. De acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública, nos primeiros 6 meses de 2019, houve uma redução superior a 30% no número de homicídios no estado.
Concluo, portanto, felicitando o Ministério da Justiça e o Governo de Sergipe pelo bom trabalho que tem sido executado. Continuemos neste caminho para salvar vidas e trazer de volta a paz para o nosso povo.
Valdevan Noventa
Deputado Federal
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