Municípios como Arauá vislumbram o caminho para o desenvolvimento econômico - Blog do Noventa
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Municípios como Arauá vislumbram o caminho para o desenvolvimento econômico

Já faz quase meio milênio que o sul de Sergipe tem a criação de gado e a produção de cana de açúcar como atividades econômicas. Quando o município de Arauá foi fundado, em 9 de abril de 1870, a situação econômica era praticamente a mesma dos primeiros tempos coloniais, e assim continuou até o final do século XX. Mas graças a avanços técnicos promovidos por empresas como a Embrapa, surgiram novas variedades de plantas e um conhecimento melhor do manejo do solo e das culturas. A citricultura ganhou espaço no sul sergipano, dando aos pequenos proprietários familiares uma renda melhor.

Até a década passada, municípios como Arauá vislumbraram o caminho para sua emancipação econômica. Pesquisadores e técnicos federais e estaduais apoiavam a vocação regional para o plantio de frutas como a laranja, a tangerina e o limão, trazendo prosperidade e riqueza para os minifundiários. A citricultura sergipana tornou-se a terceira produtora nacional em área colhida e quarta em produção. Arauá descobriu que poderia se desenvolver e distribuir renda.

Infelizmente, essa prosperidade foi interrompida. Já há alguns anos, a produção cítrica sergipana enfrenta um mercado saturado, períodos de seca e problemas de produtividade e longevidade dos pomares. Além disso, faltam crédito e assistência técnica, e sobram pragas como a peste da mosca negra. Todos esses problemas podem ser resolvidos com orientação técnica e uma política agrícola que priorize os minifúndios. Todas essas políticas, porém, dependem do Governo Federal e Estadual. Prefeitos de cidades pequenas pouco podem fazer, sem a renovação das parcerias estaduais e federais que faziam a tranquilidade e o progresso dos citricultores arauenses.

Os pomares desses agricultores têm menos de 10 hectares, mas respondem por 80% da produção cítrica municipal. Muitos produtores têm pouco estudo, e por isso precisam de uma assistência técnica mais constante, que os ajudem a lidar com agrotóxicos, fertilizantes e métodos mais modernos de produção.

Infelizmente, são poucos os profissionais disponíveis para dar orientação especializada, e pequenos municípios não costumam contar com universidades, centros técnicos e bancos de financiamento próprios. É por isso que insistimos na necessidade da colaboração estadual e federal.

Por melhores que seja a Prefeitura de Arauá, faltam-lhe instrumentos institucionais para resolver esse tipo de problema. Então, nesta Câmara Federal, ao comemorar os 149 anos de Arauá, lembro que criar e manter empregos no campo, especialmente em minifúndios, é muito melhor para o País do que concentrar a renda em latifúndios.

O município de Arauá tem grande potencial não apenas para o plantio, mas também para o processamento local das frutas lá produzidas. Mas hoje a maioria dos produtores encontra-se endividada, diminuindo sua área plantada a cada ano. Não há suporte técnico e científico para a região, e a defesa sanitária é falha, permitindo que Sergipe seja contaminado por pragas agrícolas originadas em outros Estados.

O Prefeito, José Ranulfo dos Santos, bem como seu vice-Prefeito, Rafael Noventa, querem terminar os seus mandatos, em 2020, deixando como legado a renovação das parcerias com os governos Estadual e Federal, parcerias que podem trazer de volta a tranquilidade e o progresso dos arauenses.

Espero que esta Casa entenda a importância de se apoiar os pequenos produtores, e faça o possível para lhes dar apoio técnico e financeiro. Esse é um dos melhores presentes de aniversário que podemos dar não só às cidades pequenas, mas para o Brasil como um todo.

Feliz aniversário de 149 anos, Arauá!

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